Quando a imunoterapia entra no tratamento da asma
As diretrizes internacionais de asma (GINA) incluem a imunoterapia como tratamento complementar para pacientes com asma alérgica e sensibilização relevante, principalmente a ácaros, em especial quando há rinite alérgica associada. Ela não substitui o tratamento de controle com corticoide inalatório — soma-se a ele.
Requisitos antes de começar
- Asma controlada no momento do início e antes de cada aplicação.
- Função pulmonar adequada — avaliada por espirometria ou oscilometria.
- Sensibilização comprovada ao alérgeno que desencadeia os sintomas.
- Adesão ao tratamento de controle e às consultas.
Pessoas com asma grave ou não controlada não devem iniciar imunoterapia até que a doença esteja controlada. Nesses casos, outras opções — incluindo imunobiológicos — podem ser discutidas.
Benefícios esperados
- menos sintomas e crises de asma;
- redução da dose de corticoide inalatório ao longo do tempo;
- melhora conjunta da rinite;
- benefício que persiste após o tratamento completo.
Acompanhamento com função pulmonar
No consultório, o controle da asma é acompanhado com exames objetivos: espirometria, oscilometria de impulso e óxido nítrico exalado (FeNO). Isso permite avaliar se a inflamação está diminuindo e ajustar as doses com segurança.
Perguntas frequentes
Quem tem asma pode tomar vacina para alergia?
Sim, quando a asma é alérgica e está controlada. A imunoterapia é complementar ao tratamento de controle.
A imunoterapia substitui a bombinha?
Não. O corticoide inalatório continua e pode ter a dose reduzida conforme a melhora, sempre com orientação médica.