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Imunoterapia em crianças

A infância é o período em que a imunoterapia pode trazer mais benefício: além de tratar a rinite, pode mudar a evolução da doença alérgica.

Por que pensar em imunoterapia na infância

Muitas crianças seguem uma sequência conhecida como marcha atópica: dermatite atópica e alergia alimentar nos primeiros anos, depois rinite alérgica e, em parte delas, asma. A imunoterapia é o único tratamento com potencial de interferir nessa evolução. Estudos em crianças com rinite alérgica mostram redução do risco de desenvolver asma e menor uso de medicamentos ao longo dos anos.

A partir de que idade?

Em geral, a partir dos 5 anos. Nessa idade a criança já consegue relatar sintomas, colaborar com o tratamento e, no caso da via subcutânea, com a observação após cada dose. A imunoterapia sublingual pode ser considerada mais cedo em situações selecionadas, após avaliação cuidadosa.

Gotas ou injeção para crianças?

A via sublingual costuma ser muito bem aceita pelas crianças, por não usar agulha e ser feita em casa. A subcutânea é uma boa opção para famílias com dificuldade de manter as doses diárias. As duas são eficazes para rinite por ácaros.

Como avaliamos a criança

Por ser também pneumologista pediátrico, o Dr. Marcos avalia nariz e pulmões em conjunto:

Com isso, a decisão sobre a imunoterapia leva em conta o quadro completo da criança, e não apenas o resultado de um teste.

Segurança em crianças

A imunoterapia é bem tolerada em crianças quando indicada e acompanhada por especialista. A asma precisa estar controlada antes do início e a cada aplicação. Os pais recebem orientação por escrito sobre o que fazer em caso de reação e sobre quando adiar uma dose (febre, crise de asma, infecção).

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Perguntas frequentes

Meu filho de 3 anos pode fazer vacina para alergia?
Em geral a imunoterapia começa a partir dos 5 anos. Antes disso, a decisão é individual e reservada a casos selecionados, principalmente na via sublingual.
A imunoterapia evita que a rinite vire asma?
Estudos em crianças com rinite alérgica mostram redução do risco de desenvolver asma, mas não há garantia individual. É um dos motivos para considerar o tratamento ainda na infância.
A criança precisa parar a bombinha?
Não. O tratamento da asma continua e é ajustado conforme a melhora, sempre com acompanhamento.
Conteúdo escrito e revisado pelo Dr. Marcos Geraldini
Alergista e imunologista, pneumologista pediátrico — CRM-PR 20811 · RQE 15372 (Pediatria) · RQE 430 (Pneumologia Pediátrica) · RQE 521 (Alergia e Imunologia). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente (UFPR).
Última revisão: 20/10/2026. Conheça a formação completa.