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Alergia a pólen na primavera em Curitiba

Coceira nos olhos, espirros em crise e nariz escorrendo de setembro a dezembro? Pode ser polinose — e Curitiba é uma das cidades brasileiras onde ela é mais comum.

Por Dr. Marcos Geraldini · publicado em 20/10/2026

Por que Curitiba?

O clima do Sul favorece gramíneas cujo pólen é muito alergênico, especialmente o azevém (Lolium multiflorum), usado como pastagem de inverno. Na primavera, a polinização libera grande quantidade de pólen no ar, e os sintomas se concentram entre setembro e dezembro, com pico em outubro e novembro.

Como reconhecer

  • sintomas que voltam todos os anos na mesma época;
  • coceira intensa nos olhos, lacrimejamento e vermelhidão;
  • espirros em salva, coriza clara e coceira no nariz e no céu da boca;
  • piora em dias secos e com vento, e ao ar livre;
  • em alguns casos, tosse e chiado (asma sazonal).

Diferente do resfriado, não há febre e os sintomas duram semanas.

Como confirmar

O prick test com extrato de gramíneas confirma a sensibilização em minutos, no consultório.

Tratamento

  • começar o corticoide nasal e o colírio antialérgico antes do pico, conforme orientação;
  • manter janelas do carro e do quarto fechadas nos dias de mais pólen;
  • tomar banho e trocar de roupa ao chegar em casa;
  • óculos de sol ao ar livre;
  • imunoterapia para quem tem sintomas intensos todo ano — o tratamento pode reduzir muito as crises das primaveras seguintes.

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Conteúdo escrito e revisado pelo Dr. Marcos Geraldini
Alergista e imunologista, pneumologista pediátrico — CRM-PR 20811 · RQE 15372 (Pediatria) · RQE 430 (Pneumologia Pediátrica) · RQE 521 (Alergia e Imunologia). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente (UFPR).
Última revisão: 20/10/2026. Conheça a formação completa.